Pequenos Grupos

O poder dos pequenos grupos

Lembro-me que, no início da minha vida cristã, era muito bom quando reuníamos em pequenos grupos. Naquela época, nossas escolas dominicais eram compostas por esses grupos. Um amontoado de pequenos grupos fazia nossa igreja. Com o passar do tempo foi-se descobrindo a força deles, derem-lhes vários nomes: grupos familiares, grupos de crescimento, células.

Grupos de 6 a 12 pessoas tornaram-se uma estratégia mundial nos dias atuais para o crescimento de igrejas. Na vida americana transformaram-se em dinâmicas, no mundo; estratégias. O resultado foi uma verdadeira transformação nas igrejas e nos indivíduos.

O que poucas pessoas sabem é que esse conceito já era usado em 1700 com os fundadores do metodismo, John e Charles Wesley. Em Junho de 2006, comemorou-se o 300º aniversário do nascimento de John Wesley. Sua idéia inovadora, no conceito de pequenos grupos, já despontava naquela época como algo revolucionário; o que continuaria a ser até os dias de hoje.

De acordo com Tom Albin, que fez sua tese de doutorado na Universidade de Cambridge pesquisando o conceito dos pequenos grupos de John Wesley, o segredo do movimento Metodista foi a estrutura de trabalho com grupos pequenos. No século XVIII os Wesley eram notavelmente eficazes no seu método chamado “Classes de Trabalho”, que se tornaram quase uma cultura. Em cinco anos já havia inúmeros grupos que emergiam por todas as partes.

O método consistia em um grupo de 4 ou 6 pessoas que se reuniam semanalmente com um líder. Eles oravam, louvavam e sempre havia um momento de culto espiritual. Se tudo corresse bem no decorrer de dois ou três meses, eles recomendavam a inclusão no rol de membros de uma igreja. Dois anos era a média em que uma pessoa do grupo levava para ter uma profunda experiência com Deus.

No método original dos Wesley o foco não era um crescimento espetacular de uma denominação, mas o tratamento mais dedicado a cada um, de maneira mais próxima. A pessoa era instruída a não apenas crer em Jesus Cristo como seu Salvador, ou acreditar na Palavra de Deus, mas era ensinada a entregar sua vida dia a dia a Deus e ser absolutamente sincera. Se a pessoa faltasse mais de três vezes em um trimestre ela estava fora do grupo. Eles criaram um sistema em que os seguidores podiam receber facilmente instruções e assistência.

Muitas pessoas hoje reclamam que não têm acesso ao seu pastor, ou não conseguem falar-lhe sobre suas necessidades, o que não ocorria nesses grupos. John Wesley tinha os nomes de cada membro de seus grupos escritos e os conhecia muito bem. Em seus manuscritos encontrados, uma de suas classes de trabalho continha 2.000 membros. O que quer que acontecesse com qualquer pessoa, ele sabia. Se faltasse, se adoecesse ou se tivesse dificuldades.

Os grupos pequenos provaram que a valorização de alguém em suas particularidades e individualidades, a demonstração de cuidado e afeto e o acompanhamento mais pessoal de seu crescimento faz com que os seguidores de Cristo sejam mais fortes e maduros, tornando igrejas verdadeiras potências, capazes de vencer os mais variados tipos de males desse mundo. Vencendo o medo, dificuldades e resistências.

 
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